Falo-te de Amor

26 04 2010
Fala-me de amor

Acabei por ter um fraco por ti
Que foi como veio eu não percebi

Pergunto como estás a velha certeza
Será que tu sabes o que correu mal

Hoje eu já sabia dizer …

Ama-me , Leva-me , p´ra lá do meu horizonte
Fala-me de amor , Fala-me de amor
Segue-me prende-me , p´ra lá do meu horizonte
Fala-me de amor , Fala-me de amor

Quero te dizer que ainda estou aqui
Todo o tempo á espera de ti

Quero te alcançar estou a pedir
Para ser como era que te conheci

Hoje eu já sabia dizer …

Fala-me de amor …

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Beijo

31 03 2010

Ardo neste desejo contido,

nesta amargura da certeza,

de não te ter aqui comigo,

nem tão pouco sentir a leveza

que um beijo teu possa acalmar

esta tempestade, esta fúria de mar.

Apenas me é permitido

a proximidade dessa grandeza,

alma sublime em vaso contido,

vislumbre de graciosa beleza,

que deixas pairar neste ar

o qual insisto em respirar.

Viciante esta constante presença,

que me arrebata nessa crença

de um dia parar de sofrer

e comigo teu amor morrer.

Para H





Rever-te

21 03 2010

Rever-te nesse teu ar de menina,

Nessa tua alegria de vida vivida,

Nessa beleza no tempo vestida.

É prazer jamais sentido,

Tremor que me trespassa

E me amarra as palavras,

Me mantém alerta na noite

E moribundo no caminhar dos dias.


Revejo-te, mas não me vejo

Reflexo que não surge no espelho

Onde sempre revi a vida.

Já vida não vejo neste lampejo

Nem futuro prometido nesta solidão.

Para H






Esse teu sonho

18 03 2010

Aguardo pelo sono que te trás

Quero-te guardar nesse teu sonho

Que tomo como meu repetidamente

Embalo-me nele ao deitar

Desperto na manhã com ele

E sonho o sonho de te sonhar

Nesta ilusão que me adormece

Os sentidos, o ser e o coração

Para H





Há dias assim

1 03 2010

Quando o coração aparvalha





Feliz

12 11 2009

Pudera eu viver,

Vivendo-te.

Pudera eu amar,

Amando-te.

Pudera eu ter-te,

Dando-me.

E na morte sorrindo estarei,

Da felicidade colhida.

Para H





Regato

25 08 2009

Quando o Amor é abundante

e fluí por si neste regato de vida,

fácil será não o represar

e deixá-lo escoar no oceano

diluí-lo sem paladar, sem prazer.

E, só no entardecer da vida

nos damos conta dessa perda

que bem perto tivemos, sem ver

sem sentir esse fluir, num vazar do ser.

Não o percas, traz uns ramos,

represa esse riacho,

faz dele um lago,

para que,

quando a secura da vida te chegar,

possas saciar a sede e reconfortar a alma

no luar espelhado nele, e aí, viveres a vida,

partilhares o barco que te leva para o anoitecer.

Represa-me, e saciarei a tua sede até Sempre.

Para H