Aparente Expectativa

28 02 2009

Quão melhor é apercebermo-nos de que as origens da ira são insignificantes e inofensivas! O que tu vês acontecer junto dos animais, também encontrarás nos homens: vivemos perturbados por coisas frívolas e vãs. O vermelho excita o touro, a áspide ergue-se perante uma sombra, um pano atiça um urso ou um leão: todos os seres da natureza ferozes e selvagens se assustam com coisas vãs. O mesmo acontece com os espíritos inquietos e insensatos: são vencidos pelas aparências; é por isso que consideram ofensiva uma gratificação modesta, a causa mais frequente da ira ou, pelo menos, a mais amarga de todas. De facto, iramo-nos com aqueles que nos são mais queridos porque nos deram menos do que esperávamos ou menos do que os outros obtiveram; para qualquer um dos casos, há um remédio. Ele deu mais a outro homem: contentemo-nos com a nossa parte, sem fazermos comparações: nunca será feliz aquele que atormenta quem é mais feliz que ele. Recebi menos do que esperava: talvez esperasse mais do que me era devido. Este capricho é um dos mais temíveis, pois dele nascem as iras mais perniciosas e mais capazes de atentar contra as coisas mais sagradas.

Séneca, in ‘Da Ira’





Comunicar

28 02 2009

“Sejam quais forem os resultados com êxito ou não, o importante é que no final cada um possa dizer: ‘fiz o que pude’ “

Autor: Pasteur , Louis

Por vezes esse ‘fiz o que pude’ não nos sabe a suficiente, mas mesmo assim tem de ser quanto baste, existem tantas condicionantes que nos dificultam o ‘fazer mais’, umas são inerentes à nossa personalidade, outras inerentes à de terceiros, no fim só resta mesmo a consciência de que tudo demos na caminhada que empreendemos no apoio que não nos foi solicitado.

Nunca é, nem será fácil o relacionamento entre dois seres, mais complicado se torna quando a ‘linguagem’ não se quaduna ao meio de contacto, é nestas alturas que pergunto a mim mesmo, porque carga de água perdemos a capacidade da telepatia, como muitos afirmam, o ser humano chegou a tê-la, mas que a perdeu no trilho da evolução.

Pois é, se calhar não evoluímos tanto assim como nos fazem crer que o fizemos.





Deu-me para aqui…

26 02 2009

A lígua do Amor…

 





Momentos Felizes

26 02 2009

Quando o tempo nos resta, e na solidão revemos memórias de um passado feliz, reencontramos no báu pedaços desses momentos, estes já têm uns anos [na verdade já lá vão 5], mas a beleza era cativante.

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Instável

25 02 2009

Disseste-me que me transfigurasse nesta época.

Fiz-te a vontade, vesti a máscara de mim.

Quiseste-me mudado em vez de mim.

Tirei-me da cartola para mim.

Deste meu e teu conflito que somos nós,

Deste Sol e Lua constante,

Desta luta imensa, que dos dois emerge.

Querer e não Ter, Ter e não querer.

Incompatibilidade num mesmo ser

Transmutação imutável do Eu em Mim,

Incansável procura do incerto.

Sou Eu e Tu, neste Ser,

Nesta dualidade de pensamento,

Que duvida de sermos uno,

Mas tem a certeza que sou Eu no mesmo Tu. 





Rever-me no Mestre

24 02 2009

fp

” Não sou nada

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?

Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!

E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!

Génio? Neste momento

Cem mil cérebros se concebem em génios como eu,

E a história não marcará, quem sabe?, nem um,

Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.

Não, não creio em mim.”

In “Tabacaria” de Álvaro de Campos





Moods

22 02 2009