Rever-te nesse teu ar de menina,
Nessa tua alegria de vida vivida,
Nessa beleza no tempo vestida.
É prazer jamais sentido,
Tremor que me trespassa
E me amarra as palavras,
Me mantém alerta na noite
E moribundo no caminhar dos dias.
Revejo-te, mas não me vejo
Reflexo que não surge no espelho
Onde sempre revi a vida.
Já vida não vejo neste lampejo
Nem futuro prometido nesta solidão.
Para H
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